domingo, 20 de setembro de 2009

Poema

As linhas do caderno em branco.
O vazio branco do quintal da casa.
A casa onde você se faz ausente.
E é a ausência de notícias suas que me faz escrever.
E lhe escrevo, porque temo
encontrar o vazio quando voltar.
Pra essa casa que um dia também foi sua.
Porque o meu coração é casa e eu lhe dei a chave.
Coloca no trinco, vem ver o que tem depois da porta.
Invade, meu coração é seu.
E me promete, como tantas promessas que fizemos,
me promete que tudo será como antes.
Antes mesmo que um novo dia chegue.
Mas me diz que vai chegar a hora de abrir os olhos.
Ver que você ainda está aí a me esperar.
E eu espero que o tempo passe correndo,
para que eu voando aí possa chegar.
Para preencher todas as linhas desse caderno
com as nossas mais carinhosas palavras.

2 comentários:

Leonardo disse...

Vim fazer uma visitinha. Só tomar um cafézinho. Saber das novidades. Sem delongas. Mas, de surpresa, veio acompanhado de um biscoito de leite. Docinho. Daqueles que combinam mais com o amargo do café do que com o açúcar com o qual o disfarçamos.

Que coisa linda de poema.

Daria uma belísssima canção.
Já escuto a voz triste e melosa de Adriana Calcanhoto derramando estas lágrimas, acompanhada apenas por seu choroso violão.

Parabéns. Você, cada vez melhor com as palavras.

Bjo

Léo (atelier de criação)

Marina Flora disse...

Que surpresa boa receber essa visita tão querida!

Obrigada pelas paavas, mas principalmente por ter tempo para deixa-las.

Saudade.